quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Reanimando células congeladas contra o Mal de Alzheimer



O mundo científico vem buscando diversas formas de progressivamente substituir os experimentos utilizando animais vivos por células cultivadas em laboratório, sem prejudicar os resultados e os avanços nas diferentes áreas. Por exemplo, transformar células cerebrais humanas em células tronco pluripotentes (ou seja, capaz de se tornarem diferentes tipos de células dependendo do estímulo dado) são modelos interessantes para o estudo de doenças neurodegenerativas, como Mal de Alzheimer. Mas o problema para isso é o seguinte: o diagnóstico preciso de Alzheimer só pode ser dado com a realização de uma autopsia, depois que o paciente falece. Como conseguir as células pluripotentes depois disso? Um passo importante para resolver o problema foi dado por cientistas americanos em um trabalho publicado esse ano na revista Acta Neuropathologica Communications.

O que ele fizeram? Usando um método novo, eles conseguiram induzir a transformação para células pluripotentes em amostras de cérebro de pacientes diagnosticados com Alzheimer... que estavam congeladas a uma temperatura de -80 °C (vortex polar nos Estados Unidos é brincadeira de criança!) em bancos de tecidos há uma década! Os cientistas isolaram e cultivaram essas células no laboratório e elas agora podem ser um modelo de estudo interessante, porque os pesquisadores tem certeza do diagnóstico do paciente de onde as células vieram. Além disso, esse método pode ser aplicado para geram células de pacientes com outras doenças neurológicas, como o Mal de Parkinson.

A capacidade de células adultas de se transformaram em pluripotentes foi descoberta em 2006 e rendeu o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia ao seu descobridor, o cientista japonês Shinya Yamanaka, em 2012. Agora as células obtidas de pacientes com Alzheimer vão poder ser usadas para pesquisas que busquem entender melhor como a doença funciona, comparando células de pessoas sadias e pessoas com a doença, além de servirem para os cientistas testarem novas drogas. Mais um pequeno passo que a Ciência dá para se afastar dos Beagles.

Referência:

SPROUL, A. A.; VENSAND, L. B.; DUSENBERRY, C. R.; JACOB, S.; VONSATTEL, J. P.; PAULL, D. J.; SHELANSKI, M. L.; CRARY, J. F.; NOGGLE, S. A. Generation of iPSC lines from archived non-cryoprotected biobanked dura mater. Acta Neuropathologica Communications, v. 2, n. 1, p. 4, 2014.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Evite o leite, se você quiser! (Mas evite acreditar em tudo na Internet, pela sua saúde!)


No início de Janeiro desse ano, vi circulando pelo Facebook, um link para uma postagem do blog Portugal Mundial, publicada no início de 2013, que descreve muitos malefícios causados pelo consumo de leite de vaca pelas pessoas. (O link original estava fora do ar no momento em que escrevi essa postagem, mas existe uma cópia da postagem no blog QGA.) O leite causaria tantos problemas de saúde que eu fiquei surpreso da humanidade ainda existir mesmo consumindo esse veneno. Realmente somos muito resistentes! No final das contas, como sou cientista e, portanto, naturalmente cético, fui fazer as minhas próprias pesquisas para tirar a prova dos nove e descobrir se o leite de vaca é mesmo tão perigoso.

Para início de conversa, é verdade que o consumo de leite por mamíferos adultos não é natural. Todos os mamíferos mamam o leite das suas mães como fonte de alimento quando filhotes até o momento do desmame. Depois disso, eles passam a se alimentar que outras coisas típicas para cada espécie. A partir daí, os mamíferos perdem a capacidade de digerir a lactose, o principal açúcar presente no leite. Esse fenômeno, chamado de intolerância a lactose, é causado pela diminuição da quantidade da enzima lactase, responsável por degradar a lactose, no intestino. Isso também aconteceria em todos os seres humanos, se nós não tivéssemos domesticado as vacas durante a Revolução Neolítica, há uns 12 mil anos atrás. A cultura do consumo de leite por humanos não filhotes e a persistência da produção de lactase no intestino humano é uma das evidências da Teoria da Evolução pela Seleção Natural de Darwin aplicada a história do Homo sapiens. A figura ao lado, retirada de um artigo (Beja-Pereira e cols., 2003) publicado na revista Nature Genetics, ajuda a entender.

Fonte: Beja-Pereira e cols., 2003
No mapa (a), cada ponto azul indica os locais onde os pesquisadores analisaram a diversidade genética das vacas criadas em fazendas e o mapa (b) é resultado dessa análise. A escala vai do amarelo para o vermelho; quando mais para o vermelho, mais diversificado é o genoma das vacas. Isso é um indicativo do local de início da domesticação das vacas na Europa. Em teoria, o local de inicio da criação do gado tem maior diversidade e os criadores levariam poucos exemplares (um touro e meia dúzia de vacas) para outros locais para iniciar novas criações, reduzindo a diversidade genética nessas regiões. O legal é o mapa (c)! Novamente a escala vai do amarelo para o vermelho; quando mais vermelho maior a presença de um gene mutante mantem alta a quantidade de lactase no intestino das pessoas mesmo depois de burra velha. Virão a relação? Nos locais onde a criação de vacas é mais antiga moram pessoas com genes que mantem a capacidade de beber leite. Por que isso aconteceu? Provavelmente, no período Neolítico, quando os alimentos eram muito mais escassos do que são hoje, o leite seria uma excelente fonte de proteínas, gorduras e cálcio disponível. Mas a grande maioria das pessoas não conseguia bebê-lo sem ter uma bela dor de barriga. Apenas meia dúzia de gatos pingados bebia leite sem problemas. Esses estariam mais bem alimentados e com mais reservas de energia. Na média, poderiam viver mais tempo e deixar mais descendentes. Como essa característica de continuar tendo lactase no intestino (chamada de permanência de lactase) é genética, os filhos dos bebedores de leite também têm grandes chances de serem bebedores de leite. O ciclo se repete e o gene da permanência de lactase se espalha. Hoje em dia, dezenas de milhares de anos depois, apenas 1 % dos holandeses e 4 % dos dinamarqueses apresentam intolerância à lactose. Assim, dizer que é antinatural que pessoas adultas bebam leite é besteira. A população europeia, entre outras, foi naturalmente selecionada a ter permanência de lactose e poder beber leite. Porém, a grande maioria da população mundial (75 %) não possui esse gene mutante no seu genoma e desenvolve intolerância a lactose.

Bem, vamos ver então o que está escrito no tal texto que circula pelo Facebook. Nos dois primeiros parágrafos, o autor cospe um monte de doenças crônicas com as quais o consumo de leite de vaca estaria relacionado. Porém, tudo sem uma única fonte ou referência científica ou não. Como saber se é verdade ou se o autor do texto não é esquizofrênico ou tem um conchavo com uma associação de empresas que produzem leite de soja? Pesquisando na fonte científica: Pubmed! Isso foi o resumo do que encontrei.

Existe uma hipótese científica chamada β-caseína A1/A2. A β-caseína é a principal proteína presente no leite de vaca e, dependendo do genoma da vaca produtora, ela pode ter duas formas variantes, chamadas A1 e A2. Segundo a hipótese β-caseína A1/A2, o consumo de leite com o tipo A1 da proteína poderia levar a processos imunológicos que causariam diabetes do tipo I e doenças cardiovasculares. Porém, até agora, não existem evidências convincentes de que a β-caseína A1 do leite de vaca tenha qualquer efeito adverso em humanos, causando diabetes, doenças cardiovasculares ou qualquer outra doença (Truswell, 2005).

Durante o desenvolvimento infantil, a história parece ser um pouco diferente e o leite de vaca pode realmente ser um vilão. Estudos têm mostrado que o grande consumo de proteína nos primeiros dois anos de vida parece ser um fator de risco para o desenvolvimento de obesidade (Koletzko e cols., 2009; Michaelsen e Greer,2014). Como o leite de vaca pode ser uma fonte de proteínas importante nesse período da vida, seu consumo em excesso pode deixar as crianças mais gordinhas no futuro. Além disso, o aminoácido leucina, que está três vezes mais presente no leite de vaca do que no leite humano, é um sinal importante para o desenvolvimento do tecido adiposo, aquele que acumula gordura no corpo (Melnik, 2012). Mais ainda, a redução no tempo de amamentação no peito e exposição da dieta com proteínas complexas (com as presentes no leite de vaca) podem estar relacionadas a processos autoimunes contra as células do pâncreas, gerando a diabetes do tipo I (Knip e cols., 2011). Entretanto, esse não é um problema exclusivo do leite de vaca, mas sim do excesso de proteínas de qualquer fonte consumidas pelo bebê.

Sobre a relação entre o consumo de leite de vaca e câncer, eu encontrei uma única pesquisa. Nela, o consumo de leite semidesnatado aumentou a incidência de tumores de mama induzidos em ratos. Os autores correlacionaram esse efeito com a quantidade de estradiol (o hormônio sexual feminino que as vacas naturalmente secretam para o leite) presente no leite (Qin e cols., 2004).

Por último, alguns estudos buscam correlação entre o consumo de leite de vaca e doenças autoimunes nas pessoas. Um trabalho especula que a presença de insulina bovina no leite pode estimular a produção de anticorpos que se liguem a insulina das pessoas, gerando um quadro de resposta autoimune e diabetes do tipo I (Vaarala, 2002). Outro diz que a presença de albumina (uma proteína do leite, assim como a β-caseína) no leite de vaca também pode estar relacionada com o aparecimento de doenças autoimunes como esclerose múltipla e encefalite (Winer e cols., 2001). Porém, não foi encontrada relação entre a presença de anticorpos contra a albumina e o diagnóstico de doenças autoimunes. (Füchtenbusch e cols., 1997). É claro, não podia faltar uma pesquisa cara-de-pau: em um estudo, quatro crianças entre 50 pacientes com uma doença renal específica apresentam anticorpos contra albumina bovina e níveis elevados de albumina bovina no sangue (Debiec e cols., 2011)... Ô filho! Você quer me convencer de uma doença olhando um sintoma que acontece em quatro doentes de 50 estudados. É pegadinha do Malandro?

Bem, mas depois, o texto do Facebook entra na pior parte e discorre um monte de mentiras sobre o leite, que seria até engraçado. Mas não é, porque parte das pessoas realmente acreditam no que está escrito. Começa assim: “Surpreendentemente não só o corpo humano é incapaz de absorver o cálcio do leite de vaca...” É mentira! Pouco mais de 30 % de todo o cálcio presente no leite de vaca é absorvido pelo corpo humano, um valor similar a outras fontes alimentares ricas em cálcio (Keller e cols., 2002). E mais: se você fugiu para o leite de soja suplementado com cálcio, é melhor voltar; a absorção do cálcio do leite de soja é pelo menos duas vezes menor que a do leite de vaca (Heaney e cols., 2000). E termina assim: “...mas também já ficou provado que o leite pode aumentar a perda de cálcio nos ossos.” Eu não sei de onde saiu essa informação absurda, mas eu acho que a explicação vem no parágrafo seguinte que reproduzo na íntegra:

“Como todas as proteínas animais, o leite aumenta a acidez do pH do corpo humano que por sua vez desencadeia uma correção biológica natural. O cálcio é um excelente neutralizador de acidez e o maior armazém de cálcio do corpo é exatamente o esqueleto. Assim, o mesmo cálcio que os nossos ossos necessitam para se manterem fortes e saudáveis vai ser usado para neutralizar a acidez provocada pela ingestão de leite. Uma vez destacado dos ossos para equilibrar o pH, o cálcio é expelido pela urina causando um efeito surpreendentemente contrário ao que é defendido pelas indústrias leiteiras.”

Vamos devagar. As proteínas aumentam a acidez do corpo? NÃO! Nada do que você come normalmente vai aumentar a acidez do seu sangue. O corpo regula firmemente o pH do sangue e fluidos extracelulares e nossa dieta não é capaz de alterar o pH do corpo (Bonjour, 2013). Imaginar que o consumo de proteínas pode aumentar a acidez do corpo é fisiologicamente absurdo. Uma pequena explicação cabe aqui. O corpo mantem o pH do sangue equilibrado utilizando o íon bicarbonato (e não o íon cálcio, que não tem nenhuma propriedade de neutralizar acidez como está escrito no parágrafo do texto do Facebook...). Quando o sangue tende a ficar mais ácido, o bicarbonato se transforma em ácido carbônico, neutralizando a acidez, e daí rapidamente se dissocia em gás carbônico e água. A respiração acelera e o gás carbônico do sangue é eliminado pelos pulmões, e o pH do sangue fica estável. Se as proteínas aumentam a acidez do corpo, por que não vejo as pessoas saindo ofegantes das churrascarias? (OK, as que exageram muito até saem, mas não por causa da acidez do sangue...)

Além disso, mesmo que a nossa dieta fosse capaz de mudar o pH do sangue, por que as proteínas deixariam o sangue mais ácido? O caráter ácido ou básico de uma proteína depende dos aminoácidos que a formam, e isso depende da sequência de cada gene no genoma. Ou seja, um bife (ou um copo de leite) vai ter uma mistura de todo tipo de proteína, e não só proteínas ácidas. Mais ainda, a degradação dos aminoácidos das proteínas pelo metabolismo de corpo gera como resíduo a amônia que, em teoria, teria a capacidade de deixar o sangue mais básico, e não mais ácido. Por último, por que especificamente as proteínas animais aumentam a acidez do corpo? Quimicamente, as proteínas animais e vegetais são idênticas. Logo, não existe razão para apenas as animais acidificarem o sangue. Será que detectei uma propaganda vegetariana?

OK. Vamos usar mais dados científicos para rebater a história do consumo de proteínas e a perda de cálcio. Primeiro, dados da literatura mostram que o consumo de proteínas tem efeito positivo sobre o metabolismo do cálcio e a saúde dos ossos (Bonjour, 2005). E pelo menos duas revisões da literatura clínica mostram que não há qualquer relação entre o consumo de proteínas e a perda de cálcio nos ossos ou osteoporose (Fenton e cols., 2009; Fenton e cols., 2011).

Depois, o texto cita uma correlação entre o consumo de laticínios e a incidências de fraturas ósseas na população. Eu não encontrei nenhum trabalho publicado que mostrasse isso, mas encontrei a figura abaixo em um blog da Internet.

Fonte: precisionnutrition.com

Sem dúvida, há uma clara correlação linear entre o consumo diário de cálcio e o número de fraturas na população. Mas eu também encontrei as figuras abaixo em páginas na Internet, de modo que eu acredito que elas tenham o mesmo grau de confiabilidade que a anterior.

Fonte: media.aau.dk

Na figura da esquerda, sem dúvida, há uma clara correlação com tendência linear entre o consumo anual de chocolate e a quantidade de Prêmios Nobel recebido pelo país em questão. Já na figura da direita, sem dúvida, há uma clara correlação quadrática entre o uso de Facebook pela população e o número de Nobel recebido. Dessa forma, acho razoável que o Ministério da Saúde recomende a diminuição extrema do consumo de cálcio pela população brasileira. Além disso, acho que o Ministério da Educação deveria suspender o Programa Ciência Sem Fronteiras e investir todo o dinheiro em chocolate! E claro, recomendar que os alunos usem o Facebook ainda mais, visto que, sem dúvida, esses dois fatores aumentam a capacidade e inteligência da população. Ironia Mode ON...

Como conclusão: o leite é uma fonte de proteínas, gorduras e cálcio realmente milenar e deve ter tido papel importante na evolução humana, especialmente na Europa. Mas é essencial: não. Pessoas com intolerância à lactose vivem muito bem sem leite, usando outras fontes alimentares. Eu realmente me surpreendi em ver que realmente os pesquisadores estão investigando possíveis efeitos danosos do leite, especialmente em relação à obesidade infantil e doenças imunes. E pesquisas futuras podem comprovar a relação entre o leite e essas doenças em alguns casos. Algumas pessoas não tomam leite devido ao impacto causado pela indústria de laticínios, seja em relação ao modo de criação dos animais ou aos danos ambientais causados pelo gado e pelo desmatamento para a plantação de pastagens. Acho isso mais que legítimo! Mas não beber leite porque ele vai deixar o seu corpo ácido e corroer os seus ossos, é demais. Acreditar em qualquer coisa escrita na Internet é muito mais prejudicial à saúde do que o leite. Sem sombra de dúvida.

Referências:

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